quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Super-satélite de telecomunicações já está em órbita

O mais potente satélite de telecomunicações do mundo, da operadora Eutelsat Communications, entrou ontem em órbita, devendo permitir o acesso a Internet de banda larga a mais de um milhão de lares na Europa e no Baixo Mediterrâneo.
O satélite europeu Ka-Sat, lançado na noite de domingo pelo foguete russo Proton-M, a partir do cosmódromo russo de Baikonour, no Casaquistão, entrou ontem em órbita, anunciou o centro espacial Khrounitchev, em comunicado. "O satélite entrou em órbita, com sucesso, às 10:03 de Moscovo (07:03 GMT)", precisa o comunicado.
Trata-se do primeiro lançamento de um foguete Proton depois do fracasso de pôr em órbita três satélites russos de navegação Glonasse, que caíram no Oceano Pacífico a 1500 quilómetros do Havai, a 05 de Dezembro. Depois deste incidente, atribuído por alguns especialistas a erros de programação do Proton, os lançamentos deste tipo de foguetes foram temporariamente interditos.
O Ka-Sat, construído pela Eutelsat para a Astrium, a divisão espacial do grupo europeu EADS, deve permitir o acesso à Internet de banda larga aos consumidores da Europa e do Baixo Mediterrâneo que não acedam a este serviço ou que tenham fracas ligações por via terrestre.


Fonte: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia

Carolina Carvalho

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Formação dos anéis de Saturno tem nova explicação

Gelo que compõe anéis seria revestimento de um antigo satélite natural do planeta

2010-12-14
Formação dos anéis de Saturno (imagem:  Southwest Research Institute)
Formação dos anéis de Saturno (imagem: Southwest Research Institute)
Os anéis de Saturno podem ter surgido com a desintegração de um satélite natural daquele planeta. Num estudo publicado agora na «Nature», a investigadora Robin Canup, astrofísica do Southwest Research Institute (EUA), explica que o gelo que anda à volta de Saturno terá sido o revestimento de um antigo satélite natural que se foi “descascando” à medida que se aproximava do planeta.

O sistema de anéis de Saturno é único e a sua origem não tem até agora uma explicação adequada, acredita a investigadora, pois nada até agora tinha conseguido explicar a existência de milhões de pedaços compostos por 90 a 95 por cento de água gelada.
Até agora, havia duas teorias dominantes sobre o fenómeno que não conseguiam explicar em pormenor a formação dos discos que, se fossem compactados, formariam um satélite com 500 quilómetros de diâmetro.

Uma das hipóteses diz que os discos de gelo são restos de uma antiga lua que pode ter explodido há milhões de anos. A segunda defende que os anéis são escombros que sobraram da formação do planeta.

A nova teoria valoriza a primeira hipótese. Robin Canup desenvolveu um modelo informático capaz de explicar como se formam os anéis. A sua teoria tem como base a força gravitacional que Saturno exerce.

A sua influência é semelhante à da Lua sobre marés do nosso planeta. A formação dos anéis terá começado quando um satélite do tamanho de Titã (uma das actuais luas de Saturno), cujo diâmetro é metade da Terra, entrou no campo gravitacional daquele planeta e começou a girar à sua volta, numa zona que estava então ocupada por uma cintura de gás.

A pressão começou a tirar o gelo que cobria o satélite até deixar visível o seu núcleo de silicatos. Este continuou a avançar em direcção a Saturno até que ficou “sepultado” na sua densa atmosfera gasosa.

http://www.cienciahoje.pt/

Beatriz Fonseca

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Elefante asiático nasceu em Singapura





Um elefante bebé, da subespécie asiática, de menor porte que a africana, nasceu em Singapura a 24 de Novembro de 2010, uma acontecimento raro que as autoridades do país assinalam com orgulho.
Este é o primeiro animal da espécie a nascer na região nos últimos nove anos.
Os elefantes asiáticos estão em maior risco de extinção do que os africanos.
As estimativas dos cientistas apontam para a existência de 30 mil elefantes asiáticos e 50 mil africanos.

06.12.2010 – DN.PT
Catarina Fitas 

Novo dinossauro na Coreia do Sul

 O 'Koreaceratops' vem preencher um vazio de registos fósseis na região.



Havia traços e vestígios, como ovos fossilizados e pegadas, mas nunca até agora tinham sido encontradas partes de esqueleto fossilizadas de dinossauros na península da Coreia. Logo à primeira, a equipa internacional que fez o achado descobriu também uma nova espécie de dinossauro, um ceratópode, que significa que tinha cornos ou saliências ósseas na cabeça.
O Koreaceratops hwaseonengis, como foi designado pelos seus descobridores, viveu há 103 milhões de anos, no período Cretáceo, e foi ontem anunciado pelos seus descobridores na revista científica de língua alemã Naturwissenchaften.
"Esta é uma descoberta rara", afirmou Michael Ryan, curador para a área da paleontologia de vertebrados do Museu da História Natural de Cleveland, nos Estados Unidos, e um dos autores do achado, juntamente com investigadores da Coreia do Sul e do Japão.
"Nunca se tinham encontrado fósseis de dinossauro nesta região, apesar de anteriormente se terem encontrado outros vestígios, como ovos fossilizados e pegadas", explicou o investigador norte-americano.
Com a dimensão de um ser humano de estatura média-baixa (1,67 metros), uma cabeça ornamentada por protuberâncias ósseas e uma causa alargada na ponta, o Koreaceratops reflecte no nome a sua origem geográfica. A Coreia, desde logo. E hwaseonengis refere-se à cidade junto à qual foram encontrados os seus fósseis: Hawseong. Mas o seu nome reflecte também o seu género de ceratópode, que se refere especificamente às protuberâncias na cabeça.
A descoberta deste espécime "é importante na medida em que vem preencher um vazio de 20 milhões de anos", do ponto de vista do registo fóssil nesta região e porque permite documentar agora o período "entre a origem destes dinossauros na Ásia e a sua primeira aparição na América do Norte", segundo explicou o paleontólogo do Museu de História Natural de Cleveland.
Com o seu pouco mais de metro meio e menos de 50 quilos de peso, o dinossauro da Coreia da Sul é relativamente pequeno, quando comparado com os seus parentes e predecessores na América do Norte, como o Triceratops, que era um autêntico gigante.
O estudo dos fósseis do dinossauro da Coreia, que incluem parte da cauda, dos membros e da queixada, mostrou que esta espécie, que tinha o focinho a terminar em forma de bico, era herbívoro e conseguia deslocar-se a uma boa velocidade sobre as pernas traseiras. A sua cauda um pouco bizarra sugere que ele deveria ser também um bom nadador, segundo os investigadores que estudaram os fósseis. 


08.12.2010 - DN.PT | FILOMENA NAVES
Catarina Fitas 

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mercúrio leva a comportamentos homossexuais em aves

Um estudo que teve início com outro objectivo – descobrir por que é que as aves se reproduzem menos quando há mercúrio na sua alimentação –, acabou por revelar resultados surpreendentes aos investigadores. A contaminação desse elemento químico afectou o comportamento dos íbis brancos tornando-os homossexuais, segundo cientistas da Flórida (EUA) e do Sri Lanka. A investigação foi publicada na revista "Proceedings of the Royal Society B"
A equipa já sabia que o mercúrio pode reduzir os níveis de testosterona (hormona masculina), mas não esperavam que tal acontecesse. O estudo explica que a contaminação pode derivar da queima de carvão e de lixo, para além das minas – especialmente comum em regiões pantanosas.
Os íbis brancos foram alimentados com fármacos que continham a mesma concentração de mercúrio encontrada em camarões e lagostins que servem de alimento para estas aves em pântanos.
Quanto mais alta a dose de mercúrio, maior era a probabilidade de um íbis macho acasalar com outro macho. De acordo com os cientistas, o estudo prova que a substância pode reduzir drasticamente a reprodução dos pássaros e possivelmente de outros animais.
Os investigadores adiantam que ainda não sabem exactamente como é que o mecanismo se processa no organismo das aves, apenas que o mercúrio altera os sinais hormonais, o que poderia ter um impacto directo no comportamento sexual. Além disso, os machos contaminados com taxas mais altas de mercúrio realizavam menos rituais de acasalamento, o que tornava mais provável que eles fossem ignorados pelas fêmeas.
  

(http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=46323&op=all)
(http://www.cienciahoje.pt/files/46/46324.jpg)
Daniel Cordeiro

 

sábado, 4 de dezembro de 2010

Lançamento do vaivém Discovery adiado para Fevereiro de 2011

O lançamento do vaivém espacial norte-americano Discovery previsto para meio deste mês foi adiado para Fevereiro devido a problemas técnicos, adiantou hoje a NASA. O vaivém vai fazer a sua última viagem até à Estação Espacial Internacional (ISS, sigla em inglês).Se a situação estiver resolvida, o vaivém terá uma janela de tempo entre 3 e 10 de Fevereiro para o lançamento, disseram os responsáveis da missão, numa conferência de imprensa.

A primeira data para esta a viagem à ISS era a 5 de Novembro. Mas a descoberta de uma fuga de hidrogénio no reservatório externo, devido a rachas nas placas de metal, obrigou a abortar a missão.

Apesar de terem resolvido essa situação, os técnicos dizem que não encontraram a origem do problema. A NASA vai agora realizar testes para medir outros instrumentos que estão ligados ao tanque externo. Isto vai ajudar a perceber o tipo de stress exercido nestas áreas.

Os engenheiros vão ser capazes de testar se as reparações feitas às rachas aguentam temperaturas muito quentes ou se novas rachas formam-se durante os testes.
Esta é a última missão do Discovery


Sofia Vieira

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

NASA prepara-se para revelação sobre vida extraterrestre

A NASA anunciou que esta quinta-feira organiza uma conferência de imprensa para discutir

 «uma descoberta que terá um enorme impacto na procura de vida extraterrestre».

A conferência será sobre Astrobiologia compreende o estudo da origem, evolução, distribuição 
e futuro da vida no universo. A conferência acontecerá na sede da NASA, em Washington,
com vários especialistas, e com emissão em directo através do site a agência espacial.
Entre os participantes estão Pamela Conrad, astrobióloga autora de um estudo de 2009
sobre geologia e vida em Marte, Steven Benner, membro do grupo de pesquisas sobre Titan,
 a maior lua de saturno, e James Elser, ecologista envolvido no programa Follow the Elements,
que estuda a química dos ambientes em que a vida evolui.

Também participam Mary Voytek, diretora do Programa de Astrobiologia da NASA,
 e Felisa Wolfe-Simon, pesquisadora de astrobiologia da USGS, agência geológica dos EUA.

Recentemente, a agência espacial descobriu oxigénio e dióxido de carbono numa da luas
de Saturno - Rhea, a segunda lua deste planeta.


Rita Brito

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Biólogos descobrem nova espécie de verme marinho no Mar das Celebes

Uma equipa de biólogos norte-americanos descobriu uma nova espécie de verme marinho, que vive a três mil metros de profundidade no Mar das Celebes, ao largo da costa da Indonésia.A criatura Teuthidodrilus samae - que se alimenta de plâncton e pode medir até nove centímetros - foi capturada pelo submersível de controlo remoto “Max Rover Global Explorer”, segundo noticia o jornal “The Guardian”. No Mar das Celebes, entre as Filipinas e a Indonésia, as zonas mais profundas estão isoladas das águas circundantes mais superficiais. Por isso, a vida marinha evoluiu num ambiente único e quase imperturbado.

 

Sofia Vieira


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Não há condições para se desenvolver vida, avisam cientistas mas há oxigénio em Reia, uma das luas de Saturno

  Reia é uma lua gelada, sem água em estado líquido

 Há oxigénio na atmosfera de Reia, uma das luas de Saturno, detectou a sonda Cassini da NASA, que está a estudar o sistema de Saturno. É a primeira vez que este gás, chave da vida na Terra, é detectado directamente na atmosfera de outro planeta.
A atmosfera - ou exosfera, como se chama por ser noutro planeta que não a Terra -, contém também dióxido de carbono. É muito ténue: à superfície o oxigénio é cinco biliões (milhões de milhões) de vezes menos denso do que no nosso planeta, diz um comunicado da NASA.
Mas desengane-se quem está já a sonhar com extraterrestres, pelo menos com plantas extraterrestres, que façam fotossíntese, respirando dióxido de carbono e libertando oxigénio. Estes gases devem ser libertados devido à acção de partículas de altas energias da magnetosfera de Saturno que bombardeiam a superfície gelada desta lua, onde há gelo de água, adianta o artigo publicado esta semana na revista “Science”, onde é descrita a descoberta.
Se há oxigénio, faltará outro componente essencial: água no estado líquido: “Todos os dados da Cassini indicam que Reia é demasiado fria e desprovida de água líquida, necessária para que exista vida tal como a conhecemos”, diz Ben Teolis, do Southwest Research Institute, o primeiro autor do trabalho, citado pela agência espacial norte-americana.
O que isto quer dizer é que podem ser relativamente comuns reacções químicas com oxigénio – um gás que não é assim tão banal – no nosso sistema solar, e se calhar no Universo. Mesmo que não haja vida – embora seja um sinal auspicioso para que se venha a desenvolver, num planeta ou lua que tenha condições para ter água em estado líquido, à superfície ou até mesmo no seu interior. “Esta química pode ser um pré-requisito para o surgimento da vida”, disse ainda Teolis, citado no comunicado da NASA. 

26.11.2010 - PÚBLICO.PT | Clara Barata

Catarina Fitas 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mais de metade da energia consumida provém de renováveis


As fontes de energia renováveis já integram 53 por cento do consumo anual de electricidade em Portugal. Os dados da Direcção Geral de Energia e Geologia são relativos a Setembro e revelam que já há licenciamento para mais 12 por cento de potência renovável face à actualmente instalada.
Mais de metade do consumo anual de electricidade em Portugal é proveniente de energias renováveis. Relativamente aos primeiros nove meses do ano a produção total eléctrica a partir de fontes de renováveis registou um aumento de 71 por cento, face a igual período de 2009.

No âmbito da energia eléctrica renovável, as hídricas têm um peso de 56,6 por cento, as eólicas de 33 por cento, a biomassa 7,5 por cento e a produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos contribuem com o restante.

Segundo os dados da Direcção Geral de Energia e Geologia já há licenciamento para mais 12 por cento de potência renovável.

http://noticias.portugalmail.pt/

Beatriz Fonseca

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Experiências no CERN indicam que o Universo começou como um líquido

Reconstituição dos percursos das partículas subátomicas libertadas pelas colisões de átomos de chumboNo acelerador de partículas do CERN já começaram a ser produzidos mini-Big Bangs, fazendo colidir núcleos atómicos maciços de chumbo, acelerados até velocidades muito próximas da da luz. Estas experiências, que libertam enormes quantidades de energia, permitem já reforçar uma teoria que os físicos têm tentado provar experimentalmente na última década: que, nos seus primeiros milionésimos de segundo, o Universo era líquido.

Foi no início do mês que os cientistas começaram a produzir no LHC, o acelerador de partículas instalado num túnel circular enterrado a mais de 100 metros de profundidade sob a fronteira franco-suíça, no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), estes Big Bangs em miniatura. O que na verdade se produz são densas bolas energéticas com as colisões dos núcleos de chumbo acelerados, que atingem temperaturas de dez biliões (milhões de milhões) de graus Celsius.

A esta temperatura incrível, muito maior do que o interior do Sol, os núcleos atómicos de chumbo fundem-se, misturando os seus constituintes mais básicos: os quarks, que são os tijolos fundamentais da matéria, e os gluões, as partículas que mediam as forças entre quarks.

Cria-se, assim, algo como uma amálgama superquente e superdensa, a que se chama um plasma de quarks e gluões. Curiosamente, comporta-se mais como uma sopa quente do que outra coisa.

Um artigo que descreve as medições feitas pelos cientistas que trabalham na experiência ALICE, um dos detectores instalados ao longo do anel do LHC, foi já submetido para publicação na revista científica Physical Review Letters — e colocada uma cópia no site arxiv.org. Os resultados confirmam os das colisões de átomos de ouro feitas no acelerador do Laboratório Nacional de Brookhaven, nos Estados Unidos, que apontavam para um plasma que fluia como um líquido “quase perfeito”, quase sem viscosidade.

“As nossas medições são definitivas, mas serão precisas muitas discussões para determinar o que quer isto dizer em termos de viscosidade”, comenta Peter Jacks, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, dos cientistas da experiência ALICE, citado num comunicado do CERN. “Mas pode-se afirmar definitivamente que o sistema flui como um líquido.”

http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/experiencias-no-cern-indicam-que-o-universo-comecou-como-um-liquido_1467943
Rita Brito

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Descoberto primeiro planeta de outra galáxia

Planeta orbita estrela de uma galáxia anã, que foi engolida pela Via Láctea.

Desde que o primeiro planeta extra-solar foi descoberto em 1995 pelo suíço Michel Mayor, várias equipas de astrónomos, incluindo de Portugal, já conseguiram identificar quase 500 destes novos mundos, todos eles nativos da nossa própria galáxia. Agora, astrónomos europeus descobriram pela primeira vez um mundo que é mesmo do outro mundo.
Trata-se de um planeta extra-solar que também é extra-galáctico. Embora o HIP 13044b, como foi designado, esteja dentro da Via Láctea, ele é oriundo de uma outra galáxia que há mais de seis mil milhões de anos foi engolida pela nossa. A descoberta é publicada hoje na revista Science.
"É uma descoberta fantástica", disse Rainer Klement, do Instituto Max Planck, que teve a ideia de estudar aquela região da Via Láctea. "Pela primeira vez, detectámos um sistema planetário numa corrente estelar de origem extra-galáctica", notou o investigador. "Devido às grandes distâncias envolvidas", explicou ainda, "não há detecções confirmadas de planetas noutras galáxias, mas esta fusão cósmica [a absorção da galáxia anã pela Via Láctea] trouxe um planeta extra-galáctico até ao nosso alcance".
A estrela que foi observada pela equipa, a HIP 13044, está a dois mil anos-luz da Terra, na constelação de Fornax. O planeta que a orbita, e que agora foi descoberto, é apenas 1,25 vezes maior do que Júpiter, o maior planeta do sistema solar.
Uma particularidade desta descoberta é que ela foi feita no âmbito de um estudo que pretende encontrar exoplanetas na órbita de estrelas já próximas do final da sua vida. É exactamente esse o caso da HIP 13044, que já passou pela fase de gigante vermelha, em que a estrela se expande, depois de ter esgotado o combustível de hidrogénio do seu núcleo. Ao expandirem-se, as gigantes vermelhas engolem os planetas mais próximos na sua órbita, o que significa que o planeta agora identificado não estava ao alcance dessa voragem. Ele é aliás um dos raros planetas conhecidos sobreviventes de um processo deste tipo, o que o torna duplamente interessante.
Nesta altura, a estrela entrou já num outro patamar do seu fim de vida: já se contraiu e está agora a queimar o hélio que lhe resta dentro do núcleo.
Para detectar o planeta, os astrónomos contabilizaram as ínfimas oscilações na luz da estrela, produzidas pela passagem do planeta na sua frente. Isso exigiu medições de grande precisão, que só se tornaram possíveis graças à utilização de um espectrógrafo de alta definição, que está instalado num dos telescópios do European Southern Observatory (ESO), em La Silla, no deserto de Atacama, no Chile.
O estudo preliminar mostra que ele é um gigante gasoso, como a maioria dos descobertos até hoje.

Um gigante gasoso com formação misteriosa

Da classe dos gigantes gasosos, o exoplaneta agora descoberto levanta também novas questões sobre a formação deste tipo de corpos celestes.
A estrela que ele orbita é quase exclusivamente constituída por hidrogénio e hélio, com poucos elementos pesados.
Para os astrónomos é um mistério como ela pôde formar um planeta, já que o seu quadro contradiz as actuais teorias de formação planetária. Provavelmente a sua formação seguiu outro processo. 



Diário de Notícias - 18 de Novembro de 2010

Catarina Fitas

Tarturuga com 350 quilos em decomposição deu à costa numa praia de Peniche

Uma tartaruga com cerca de 350 quilos de peso deu ontem (21/11/2010) à costa numa praia da zona de Peniche, já em estado de decomposição, revelou fonte da Polícia Marítima.
O cadáver do animal foi encontrado cerca das 12h00 numa zona a cerca de 300 metros a sul da Praia do Baleal. O seu estado de decomposição não permitiu aventar as causas da morte, adiantou a mesma fonte.

A tartaruga foi removida por técnicos do Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) com o apoio de agentes da Protecção Civil.

Sofia Vieira

sábado, 20 de novembro de 2010

Descoberto buraco negro com apenas 30 anos

Supernova foi descoberta por um amadorÉ o buraco negro mais jovem conhecido até à data, e está (apenas) a 50 milhões de anos-luz da Terra. A equipa do Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, revelou ontem a descoberta do objecto entre os vestígios da supernova 1979C. O objecto celeste está na mira dos investigadores desde 1995, e dá uma oportunidade única a astrónomos e astrofísicos para perceberem como se formam estes misteriosos e massivos sugadores de matéria. 

Os investigadores acreditam que esta supernova, observada pela primeira vez por um astrónomo amador em 1979, resulta da morte de uma estrela 20 vezes mais massiva do que o Sol. Foram atraídos por uma irradiação anormal de raios-X, que podiam significar ou um buraco negro ou a presença de uma estrela de neutrões. 

Têm sido semanas produtivas para as equipas associadas ao Observatório Chandra, que este ano comemora o 11.o aniversário. No final de Outubro, a NASA divulgou detalhes sobre o quasar 3C 186, o objecto mais distante alguma vez observado, a 8 mil milhões de anos-luz da Terra (a distância entre Terra e Sol é de 0,000015 anos-luz). O telescópio de raios-X do Chandra é o mais potente alguma vez posto em órbita, capaz de detectar objectos 20 vezes menos intensos do que conseguia a tecnologia anterior. Cada órbita do observatório em torno da Terra representa algo como um terço da viagem Terra-Lua. A capacidade de resolução é impressionante: algo como conseguir ler letras de um centímetro a 800 metros de distância. Marta F. Reis

Publicado em 16 de Novembro de 2010 

Ricardo Marques

Descoberto buraco negro com apenas 30 anos

Supernova foi descoberta por um amadorÉ o buraco negro mais jovem conhecido até à data, e está (apenas) a 50 milhões de anos-luz da Terra. A equipa do Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, revelou ontem a descoberta do objecto entre os vestígios da supernova 1979C. O objecto celeste está na mira dos investigadores desde 1995, e dá uma oportunidade única a astrónomos e astrofísicos para perceberem como se formam estes misteriosos e massivos sugadores de matéria. 

Os investigadores acreditam que esta supernova, observada pela primeira vez por um astrónomo amador em 1979, resulta da morte de uma estrela 20 vezes mais massiva do que o Sol. Foram atraídos por uma irradiação anormal de raios-X, que podiam significar ou um buraco negro ou a presença de uma estrela de neutrões. 

Têm sido semanas produtivas para as equipas associadas ao Observatório Chandra, que este ano comemora o 11.o aniversário. No final de Outubro, a NASA divulgou detalhes sobre o quasar 3C 186, o objecto mais distante alguma vez observado, a 8 mil milhões de anos-luz da Terra (a distância entre Terra e Sol é de 0,000015 anos-luz). O telescópio de raios-X do Chandra é o mais potente alguma vez posto em órbita, capaz de detectar objectos 20 vezes menos intensos do que conseguia a tecnologia anterior. Cada órbita do observatório em torno da Terra representa algo como um terço da viagem Terra-Lua. A capacidade de resolução é impressionante: algo como conseguir ler letras de um centímetro a 800 metros de distância. Marta F. Reis

Publicado em 16 de Novembro de 2010 

Ricardo Marques

Astrônomos descobrem primeiro planeta originário de fora da Via Láctea

Nos últimos 15 anos, quase 500 planetas extrassolares — ou seja, planetas que orbital outras estrelas, não o "nosso" Sol — foram encontrados, de modo que a localização de mais um não deveria atrair atenção especial. HIP13044b, porém, é diferente: trata-se, segundo os astrônomos, do primeiro planeta descoberto originário de outra galáxia. 
— É uma descoberta muito excitante — comemorou Rainer Klement, cientista do Instituto de Astronomia Max Planck, com sede em Heidelberg, na Alemanha, e autor do artigo sobre o planeta, publicado quinta-feira na revista Science Express. 

O planeta recém-encontrado tem uma massa pelo menos 1,25 vez superior à de Júpiter e circunda uma estrela batizada de HIP13044, um gigante perto do fim de sua vida — já consumiu a maior parte do seu estoque de hidrogêneo e expandiu em muito seu diâmetro, um destino semelhante ao que o Sol enfrentará daqui a cerca de 5 bilhões de anos. 
 

A estrela, situada a aproximadamente 2 mil anos-luz da Terra, faz parte da chamada Corrente Helmi, um grupo de sóis que, conforme os astrônomos, pertenceu outrora a uma galáxia anã, “devorada” pela Via Láctea entre seis e nove bilhões de anos atrás. 
HIP13044b orbita sua estrela a uma distância relativamente pequena — seu ano, ou seja, uma volta completa, dura apenas 16 dias, contra os pouco mais de 365 da Terra. O planeta foi encontrado graças a pequenas alterações que sua gravidade provoca no movimento do seu sol, detectadas graças a um espectógrafo conectado a um telescópio no observatório La Silla, no norte do Chile. 

Carlota Palhais

Nasa adia lançamento do foguetão espacial

O lançamento do foguetão espacial Discovery para a ISS (sigla em inglês de Estação Espacial Internacional) foi adiado de 30 de Novembro para 3 de Dezembro, segundo a Nasa, agência espacial norte-americana.

O adiamento tem como objetivo dar mais tempo para reparações e determinar porque é que o tanque de combustível rachou, disseram autoridades. 

Foto: Divulgação


Carlota Palhais

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Missão japonesa trouxe poeira de asteróide


A agência espacial japonesa (Jaxa) confirmou ontem que conseguiu recolher mais de 1500 partículas de um asteróide "nas redes" da sua sonda Hayabusa, reclamando assim uma estreia mundial. Segundo a Jaxa, esta é a primeira vez que são trazidos para a Terra materiais recolhidos directamente de um corpo celeste, para além da Lua.
"Depois da análise das poeiras, verificámos que quase todas eram extraterrestres e chegámos à conclusão de que se tratava de partículas do asteróide Itokawa", adiantou a Jaxa .
O asteróide escolhido pelos japoneses para recolha das amostras tem entre dezenas e centenas de milhões de anos que está próximo da órbita de Marte.
A sonda Hayabusa regressou à Terra em Junho, depois da sua viagem, e ontem a Jaxa confirmou o sucesso da missão.
"Estou muito comovido, isto ultrapassa os nossos sonhos, tivemos muita sorte", disse o líder do projecto, Junichiro Kawaguchi.
As 1500 partículas recolhidas pela sonda japonesa têm todas uma dimensão inferior a 10 mícrones (um mícron é a milésima parte do milímetro), o que vai exigir a utilização de tecnologias especiais para fazer a sua análise, segundo a Jaxa.
"Esperamos que ao estudar as poeiras do Itokawa vamos conseguir dar um novo contributo para a compreensão da origem do sistema solar", sublinhou a agência.
A cápsula contendo o material do asteróide foi recuperada em Junho, no deserto australiano, depois de ter sido largada pela sonda Hayabusa no seu regresso à Terra. A sonda desintegrou-se posteriormente, ao reentrar na atmosfera terrestre.
A recolha das partículas foi feita em Setembro de 2005, quando a sonda teve o seu rendez-vous com o Itokawa. O regresso ficou marcado por problemas nas telecomunicações da sonda e só ontem a Jaxa teve mesmo a certeza do sucesso da sua missão.


DN

Catarina Fitas

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tráfico: Mais de mil tigres mortos em dez anos


Mais de mil tigres foram mortos na última década, por causa do comércio ilegal de partes destes animais, concluiu um relatório do Traffic International.
 


De acordo com a edição online da BBC, o Traffic International, um grupo de trabalho que se dedica ao tráfico de animais selvagens, concluiu que as peles, os ossos e as garras estão entre as partes de tigres apreendidas com mais frequência pelas autoridades.
O tráfico de partes do corpo dos tigres continua muito elevado, apesar dos esforços para proteger as crias, alertou ainda a organização. No último século, o número de tigres caiu de cerca de 100 mil exemplares para uma estimativa de apenas 3500.
O estudo, que se baseia em dados de 11 dos 13 países onde há populações de panthera tigris, estima que entre 1069 e 1220 tigres tenham sido mortos para abastecer a procura ilícita de partes de tigres.
Desde Outubro de 1987, quando os tigres foram listados como sendo uma espécie em risco de extinção, que o tráfego comercial destes animais ou das suas partes está banido.
Os números foram retirados de análises a 481 apreensões, 275 delas feitas na Índia, correspondendo a entre 469 a 533 tigres sacrificados, adiantam os autores do estudo.
A China, com 40, detém o segundo maior número de apreensões, correspondentes a 124 animais e o Nepal surge em terceiro lugar na lista, com 39 apreensões, relativas a entre 113 a 130 tigres. 
"Tendo em conta que metade dos tigres do mundo vive na Índia, não é uma surpresa que o país tenha registado o maior número de apreensões", explicou Pauline Verheij, co-autora do estudo, membro do Traffic International e coordenadora do programa de tráfico de tigres do WWF (World Wild Fund). 

DN - Lusa
Catarina Fitas

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Feijão com mais proteínas chega ao mercado em 2011

 
 
O Instituto Agronómico (IAC), ligado à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (Brasil), desenvolveu uma nova cultura que produz um feijão 23% mais rico em proteínas e que apresenta um tempo de cozedura de apenas 20 minutos, menos do que feijões comuns.
Denominado IAC Formoso, o novo feijão levou sete anos a ser desenvolvido pela equipa do investigador Alisson Fernando Chiorato, do Centro de Grãos e Fibras do IAC.
Segundo o IAC, a nova cultura também oferece vantagens ao produtor. Da germinação à colheita desenvolve-se em apenas 75 dias, 20 a menos em relação às culturas mais comuns na lavoura como, por exemplo, o IAC Alvorada.
De acordo com o instituto, que também desenvolveu o feijão carioquinha, as sementes do IAC Formoso deverão estar disponíveis para comercialização a partir de Fevereiro de 2011.
«É um feijão com excelente qualidade e caldo grosso devido à libertação de sólidos solúveis totais durante o cozimento dos grãos», disse Chiorato.
O cultivar foi desenvolvido pelo Programa de Melhoramento de Genética do Feijão, que desde a década de 1930 já lançou 40 tipos de grãos diferentes, dos quais seis estão em uso.


Diário Digital
10.11.2010


http://forum.netxplica.com/viewtopic.php?t=14936
Google Imagens

Catarina Fitas

sábado, 6 de novembro de 2010

NASA avista o 'cometa amendoim'

 
Pela primeira vez uma sonda da NASA, agência espacial norte-americana, detectou imagens do cometa Hartley 2, que já recebeu a alcunha de "cometa amendoim" por se assemelhar a este fruto. A sonda Deep Impact participava na missão EPOXI e passou ontem a 700 quilómetros do corpo, uma distância que permite observar atentamente as suas características: um objecto com cerca de 1,5 quilómetros de comprimento, com bastante relevo e jactos de gases a serem expelidos da superfície.
A maior aproximação ao Hartley 2 ocorreu pouco antes das 14.00 (hora portuguesa). A sonda viajava a uma velocidade relativa de 12,5 quilómetros por segundo. A passagem da sonda pelo Hartley 2 ocorreu a 23 mil quilómetros da Terra e foi apenas a quinta vez que uma nave conseguiu aproximar-se de um cometa. A NASA já avisou que vai demorar muitas horas a recolher toda a informação enviada pelas câmaras de luz visível e um sensor de infravermelhos da Deep Impact. Mas as primeiras imagens que chegaram à Terra dão uma visão fascinante do corpo gelado do cometa.
"Os cientistas pensam muitas vezes nos corpos celestes como sendo arredondados, e é óbvio que este não o é - é em forma de amendoim", comentou Don Yoemans, responsável pelo programa de objectos próximos da Terra da NASA. "A mãe natureza, mais uma vez, puxou o tapete das nossas ideias 'pouco científicas'", acrescentou.
A informação recolhida pela sonda de-ve dar aos cientistas uma maior compreensão das diversas propriedades e comportamentos daqueles corpos, dos mais complexos objectos do sistema solar. "Cada vez que analisamos algum cometa, descobrimos que estão cheios de surpresas", disse o chefe da investigação Mike A'Hearn, da Universidade de Maryland dos Estados Unidos. "Nenhum deles é igual, o que significa que deve haver diferenças fundamentais na forma como funcionam; e isso é o que estamos a tentar descobrir com a missão EXPOXI".



Sofia Vieira

Nova espécie de primata descoberta na Birmânia


Uma equipa internacional de primatólogos descobriu uma nova espécie de macaco, na Birmânia e apenas se registam entre 260 e 330 exemplares. A espécie, baptizada de Rhinopitecus Strykeri, tem o pêlo negro, orelhas arrebitadas e ligeiramente brancas, assim como a barba. A equipa de biólogos, avança que o primata tem ainda uma cauda equivalente, em comprimento, ao seu corpo.

Por ter o nariz virado para cima, quando chove tem tendência para espirrar e para evitar a entrada da chuva, senta-se com a cabeça nos joelhos em dias chuvosos. Este animal encontra-se especialmente em Kachin State, Norte de Myanmar.

2010.10.27
Adriana Vieira

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Vítimas do vulcão Merapi continuam a aumentar

O número de mortos na sequência da erupção do vulcão Merapi, na Indonésia, subiu para 122, numa altura em que as erupções estão cada vez mais violentas.
O último balanço oficial dava conta de 78 vítimas mortais. Mas dezenas de corpos foram encontrados depois de uma nova libertação de fumos tóxicos, por volta das 00:00 horas de hoje, sexta-feira (5/11/10).
 Casas e árvores foram destruídas e vários habitantes ficaram queimados quando tentavam escapar às cinzas vulcânicas.
Esta erupção foi a mais forte desde que o vulcão entrou em fase eruptiva, a 26 de Outubro, indicou Surano, o vulcanologista encarregado de vigiar o Merapi.
Mais de 100 mil habitantes já foram retirados das aldeias próximas do vulcão.
O vulcão Merapi, situado a 26 quilómetros a norte da cidade de Yogyakarta, na ilha de Java, é um dos 129 vulcões indonésios com maior actividade, entrando em erupção, em média, de quatro em quatro anos.


Sofia Vieira

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Areia da Namíbia tem um milhão de anos

Estudo dos desertos pode facultar novos dados sobre o clima

2010-11-02
Investigadores pretendem alargar os estudos ao deserto Sahara
Investigadores pretendem alargar os estudos ao deserto Sahara
Apesar de as areias do deserto estarem em constantes movimentações devido à força do vento, investigadores descobriram que a areia da Namíbia, em África, encontra-se no mesmo sítio há, pelo menos, um milhão de anos. Segundo os cientistas, a análise das areias dos desertos é importante na medida em que pode dar pistas sobre as mudanças climáticas ao longo do tempo.

O vasto areal da Namíbia, que cobre 34 mil quilómetros quadrados da costa do sudoeste africano, é um dos desertos maiores e mais antigos do mundo. No entanto, há pouca informação sobre a origem das suas areias, se são originais de lugares remotos ou de sedimentos locais. Esta falta de dados alarga-se a outros grandes desertos, sobretudo porque as dunas de areia assemelham-se muito entre si.
“Enquanto grande parte da investigação sobre o clima foca-se nas regiões polares, os desertos, sobretudo os de areia, continuam pouco estudados e incompreendidos, apesar de milhões de pessoas viverem em áreas  áridas ou semi-áridas, ameaçadas pela desertificação”, salientou Pieter Vermeesch, da Universidade de Londres.

Para controlar o movimento dos grãos de areia, Vermeesch e a sua equipa mediram os níveis de urânio e chumbo da areia, para confirmar que a sua origem é o Rio Laranja, no sul do deserto da Namíbia.   Os investigadores analisaram também isótopos radioactivos produzidos por raios cósmicos – partículas provindas do espaço – que lhes permitiram estimar a “idade” da areia presente naquela região. “Todas as amostras foram recolhidas no topo das dunas, o que foi um trabalho árduo”, sublinhou Vermeesch.

“Os geólogos sabem há muito que a areia da costa da Namíbia é muito antiga”, mas “não havia a ideia de que os grãos de areia individuais lá estivessem há tanto tempo”, dez vezes mais do que o esperado pelos cientistas, acrescentou.

Os investigadores querem agora aplicar as técnicas de análise que usaram, para investigar o deserto Sahara.“Devido à instabilidade política da região, pouco se sabe sobre o Sahara e os seus sedimentos. Um maior conhecimento desta área poderia melhorar a compreensão da evolução humana e levar a outras descobertas importantes”, concluiu o investigador.

Ricardo Marques

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

EUA Apostam na Energia Solar

Os Estados Unidos aprovaram no dia 25 de Outubro, segunda-feira, o maior projecto de energia solar do planeta, formado por quatro unidades no sul da Califórnia, que exigirão um investimento total de 4 biliões de dólares. "A central de energia solar ,The Blythe, terá quatro unidades de 250 megawatts e será construída no deserto de Mojave", revelou o secretário do Interior, Ken Salazar.
"Quando o projecto for concluído, deverá gerar até 1.000 megawatts, energia suficiente para abastecer 750 mil residências americanas, o que fará de Blythe a maior central de energia solar do mundo".

A capacidade total será igual a de uma turbina de central nuclear ou de uma central moderna a carvão, destacou a Solar Millennium, empresa que desenvolve o projecto.
A companhia prevê iniciar a construção de Blythe ainda este ano, criando mais de mil empregos.
Blythe é parte de uma série de projectos de energia renovável aprovada pelo departamento do Interior nas últimas semanas.

http://turma1422.wordpress.com/2008/09/08/evolucao-da-energia-solar-fotovoltaica/

http://pelanatureza.pt/energia/noticias/eua-aprovam-o-maior-projecto-de-energia-solar-do-mundo-31963196
Ana Lisa Cordeiro.

Impacto do Homem no Mundo


http://www.youtube.com/watch?v=Z9N1FX0Bmn4

Ana Lisa Cordeiro.

sábado, 30 de outubro de 2010

25% dos recifes de coral sob ameaça de extinção

Os recifes de coral, considerados as “florestas tropicais” dos oceanos, estão a enfrentar ameaças sem precedentes devido às mudanças climáticas, incluindo os danos causados pelos ciclones tropicais, cada vez mais graves, e a acidificação dos oceanos.

Estes factores são responsáveis pela perda de 20 por cento da área original de recifes, sendo que 25 por cento dos sistemas ainda existentes estão sob ameaça durante os próximos 100 anos.

Estes dados da Organização Mundial de Meteorologia (OMM) foram divulgados no relatório “Clima, Carbono e Recifes de Coral”, que alerta ainda para a necessidade da coordenação de acções internacionais para garantir a sobrevivência dos corais a longo prazo, o que implica “empenho e investimento financeiro”.
Os recifes de coral tropicais, que cobrem 0,2 por cento dos oceanos e contêm 25 por cento das espécies marinhas, têm enfrentado nas últimas duas décadas uma ameaça global crescente: o aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

"As emissões elevadas de CO2 levam ao aprisionamento de calor na atmosfera, o que causa o aquecimento do oceano e o consequente branqueamento de corais, provocando a sua mortalidade em massa”, explica o relatório, acrescentando que “os altos níveis de CO2 provocam a acidificação dos oceanos, o que reduz a capacidade dos recifes de coral para crescerem e manterem sua estrutura e função”.

O relatório adverte também para a necessidade de se realizarem novas investigações sobre os impactos das mudanças climáticas nos recifes de coral, a fim de dotar os organismos responsáveis pela protecção destes sistemas de novos métodos para precaver a sua extinção.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Ciência com humor vence prémio Nobel

Dupla de cientistas russos descobriram carbono que pode revolucionar a informática, mas também fizeram rãs voarem.
Uma dupla de cientistas pouco convencional foi premiada ontem (5 de Outubro) com o Prémio Nobel da Física. Os físicos de origem soviética André Geim e Konstantin Novoselov levaram a honraria por terem descoberto, em 2004, o potencial substituto do silicone na electrónica. Ao longo da carreira, ficaram famosos por terem tirado da Ciência o rótulo de ‘chatice’. Afinal, as suas pesquisas incluem rãs que levitam e fita adesiva inspirada nos lagartos.
O Comité Nobel recompensou a sua descoberta de 2004: o grafeno, um tipo de carbono extremamente fino e duro, que pode revolucionar a informática. Mas o Comité também destacou o humor dos pesquisadores. “O humor é uma de suas marcas, aprende-se sempre algo no processo e, quem sabe, pode até ganhar o maior dos prémios”, afirma o Comité no comunicado de atribuição do Nobel.
Num de seus mais famosos estudos, Geim fez rãs levitarem-se utilizando um poderoso íman, o que lhe valeu no ano 2000 dividir um prémio "Ig Nobel", a paródia americana dos prémios Nobel.
Noutra pesquisa que deu o 
 que falar, eles desenvolveram um tipo de fita adesiva sintética, mas sem cola, inspirada nos milhões de pelos das patas dos lagartos.
O próprio grafeno foi isolado com o auxílio de dois objectos simples: um pedaço de fita adesiva e uma lâmina de grafite de lápis.

 













(http://odia.terra.com.br/portal/mundo/html/2010/10/ciencia_com_humor_vence_premio_nobel_114990.html)
(http://images.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/2010/geim_postcard.jpg)
(http://images.nobelprize.org/nobel_prizes/physics/laureates/2010/novoselov_postcard.jpg)
Daniel Cordeiro

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Biodiversidade teria diminuído em 20 % no mundo sem medidas de conservação


Um quinto das espécies estão em risco de extinção em todo o mundo. No entanto, a situação seria pior se não fossem para os actuais esforços de conservação global, de acordo com um estudo lançado na 10 ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Nagoya, no Japão.
O estudo envolveu 174 autores, de 115 instituições e 38 países, mas só foi possível graças ao contributo voluntário de 3000 cientistas, sob os auspícios da União Internacional para a Conservação da Natureza e de entidades como a BirdLife International, Botanic Gardens Conservation International, entre outros.
Embora confirme relatos anteriores de prejuízos contínuos vertificados na biodiversidade, este é o primeiro estudo a apresentar provas inequívocas do impacto positivo dos esforços de conservação em todo o mundo. Os resultados mostram que o estado da biodiversidade teria diminuído em pelo menos mais 20 por cento se as acções de conservação não tivessem sido tomadas.
O estudo, que será publicado na revista Science, usou dados das 25 mil espécies da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, para analisar o estado de vertebrados do mundo (mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes) e como este estatuto mudou ao longo do tempo. Os resultados mostram que, em média, 50 espécies de mamíferos, aves e anfíbios estão mais perto da extinção a cada ano, devido aos impactos da expansão agrícola, indústria madeireira, sobre exploração, e espécies exóticas invasoras. 

http://www.destakes.com/redir/ddaef6e038c8977efbb8084c6fa9a55a
http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_ptUuW5iOfSA/S8WWPk5GSfI/AAAAAAAAABI/eASXzp5PZlU/s1600/PANDINO.jpg&imgrefurl=http://carolineserradeagua.blogspot.com/&usg=__KxqMjYf7iSh5_JC7QWPves65yHc=&h=500&w=400&sz=27&hl=pt-pt&start=0&zoom=1&tbnid=Ql4a-znznWT9MM:&tbnh=119&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3Despecies%2Bem%2Bvias%2Bde%2Bextin%25C3%25A7ao%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1024%26bih%3D542%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=128&vpy=91&dur=271&hovh=220&hovw=176&tx=114&ty=149&ei=upHITMqyA5e8jAei4KFh&oei=qpHITMm6PI6UjAf5iJ3oDw&esq=4&page=1&ndsp=18&ved=1t:429,r:0,s:0
Catarina Fitas

NASA descobriu uma quantidade massiva de água no pólo sul da Lua

Cientistas da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) descobriram 155 quilos de água, no estado sólido e gasoso, no pólo sul da Lua, mais concretamente na cratera Cabeus, na sequência do impacto da LCROSS (Satélite de Detecção e Observação de Crateras Lunares), em Outubro do ano passado.
Anthony Colaprete, principal investigador do programa LCROSS disse à revista Science: “É uma quantidade de água relevante e está na forma de pequenos cubos de gelo. São boas notícias porque é muito mais fácil trabalhar com cubos. Não teremos de aquecê-los muito. À temperatura ambiente de uma sala acabam por derreter, sendo possível decantar eventuais impurezas.”.
Colaprete afirma ainda que “se num raio de dez quilómetros calculado a partir do local de impacto existir 5% de água, teremos à nossa disposição cerca de 3,7 milhões de metros cúbicos. Não estou a dizer que é o que lá está, mas dá uma boa ideia da quantidade de água que lá poderá estar”.
Há que salientar que a zona onde se encontra a cratera de Cabeus, é uma das zonas mais frias do nosso Sistema Solar, podendo atingir temperaturas entre os -248ºC e os -73ºC.


Rita Brito

Cientistas propõem viagem sem volta a Marte


Quando Barack Obama tomou posse, ele afirmou que era preciso rever os projectos de voos tripulados da NASA.
Embora tenha dito que poderia ser possível enviar o homem a Marte até 2030, o efeito mais imediato da nova política espacial da NASA foi o possível cancelamento do projecto de retorno à Lua.
Imagem trabalhada computacionalmente
Mas talvez haja uma alternativa, uma missão que seja mais simples e mais barata e que viabilize a chegada do homem a Marte.
Para isso, basta que seja uma viagem sem volta, ou seja, uma viagem para astronautas que aceitem o desafio de ir para Marte sem qualquer plano de voltar à Terra.
Os físicos Dirk Schulze-Makuch e Paul Davies - que apresentaram a ideia de levar o Homem a Marte só de ida - consideram que, embora tecnicamente factível, uma missão tripulada de ida e volta a Marte é improvável num horizonte de tempo razoável - principalmente, segundo eles, porque seria um projecto incrivelmente caro, tanto em termos financeiros quanto em sustentação política.
Como a maior parte do gasto está ligado à necessidade de trazer os astronautas de volta em segurança, uma missão só de ida poderia não apenas reduzir os custos a uma fracção do projecto inicial, como também marcar o início da colonização humana de longo prazo do planeta.
Rocha curiosa encontrada em Marte.
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=cientistas-propoem-viagem-sem-volta-marte&id=010830101025)
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010830101025-missao-marte-2.jpg)
(http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/imagens/010830101025-cranio-marte.jpg)
Daniel Cordeiro

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lua: bilhões de litros de água esperam por alguém. Mas quem?

 
Em Outubro de 2009, a sonda norte-americana Lcross chocou contra a Lua, ejectando ao espaço grande quantidade de material aprisionado há milhões de anos no fundo de uma cratera escura. Os fragmentos em suspensão foram estudados por outra sonda que vinha logo atrás, com o objectivo de encontrar moléculas de água no material ejectado. 
Passado pouco mais de um ano, os dados revelaram que o material que foi escavado do fundo da cratera continha aproximadamente 150 litros de água. Apesar de parecer pouco, a quantidade encontrada é duas vezes maior daquela que os cientistas haviam estimado e representa apenas a água encontrada na poeira levantada do fundo da cratera.
De acordo com Anthony Colaprete, cientista chefe da Missão Lcross, junto ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, 150 litros pode realmente parecer pouco, mas considerando-se o potencial da cratera atingida os cientistas calculam que em seu interior deve haver pelo menos quatro bilhões de litros de água, mais que suficiente para encher 1500 piscinas olímpicas.
As descobertas foram publicadas na última edição da revista Science e mostram que além de água (em forma de vapor e gelo), a nuvem ejetada continha monóxido de carbono, dióxido de carbono, amónio, sódio, mercúrio e prata.

(http://www.viafanzine.jor.br/06imagem/lunar2.gif&imgrefurl=http://www.viafanzine.jor.br/apollo.htm&usg=__D0IwXfdeJHPiHO__eGDpze0LrwI=&h=299&w=299&sz=85&hl=pt-pt&start=2&zoom=1&tbnid=NhZslh1qNnRwnM:&tbnh=116&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dimagens%2Blunares%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26biw%3D1024%26bih%3D542%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1
http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20101025-113631.inc)

Catarina Fitas

Portugal tem o maior conjunto de fósseis de trilobites do mundo

O País entrou no mapa da paleontologia com o maior e mais completo conjunto de fósseis de trilobites do mundo. Foi descoberto na região de Arouca, perto de Aveiro, por uma equipa de paleontólogos espanhóis e portugueses. Entre os fósseis encontrados estão também os maiores exemplares conhecidos. Isto porque até agora, os restos destes seres pré-históricos, que dominaram os mares até há 250 milhões de anos, não ultrapassavam os 10 centímetros de comprimento, mas os de Arouca chegam aos 30. Alguns restos mostram que os exemplares podiam atingir mesmo os 90 centímetros. A descoberta foi publicada na revista Geology.


http://criancices.wordpress.com/2010/01/03/10-descobertas-cientificas-portuguesas-em-2009/
http://www.cm-arouca.pt/portal/images/stories/turismo/trilobite.jpg

André Silva

domingo, 24 de outubro de 2010

Rio Negro baixa seis centímetros e bate recorde, diz Serviço Geológico

          Nível chegou a 13,63 metros, em Manaus, neste domingo. Trinta e oito municípios do estado já decretaram emergência.
          O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) informou que o nível do Rio Negro baixou seis centímetros entre sábado (23) e domingo (24) e bateu um recorde histórico. Segundo o gerente de hidrologia Daniel Oliveira, o índice chegou a 13,63 metros. Antes disso, o nível mais baixo havia sido registrado em 1963: 13,64 metros. A medição é realizada há 108 anos.
Outros rios da Amazônia também registram baixas. Na sexta-feira (22), relatório do CPRM apontou baixa recorde do Rio Amazonas, na estação de medição de Parintins. Na quarta-feira (20), o nível estava 10 centímetros abaixo do menor já visto anteriormente, em 1997.
      Seca
          A seca no Amazonas já fez com que 38 dos 62 municípios do estado decretassem situação de emergência, segundo a Defesa Civil. Mais de 62 mil famílias foram afetadas pela estiagem e pelo baixo nível dos rios, informa o governo.
          Em um dos afluentes do Rio Negro, as casas flutuantes agora estão sobre o leito. Canoeiros ficaram sem trabalho. “Dois meses e meio de trabalho parado, sem renda, sem qualquer atividade”, diz Adonis Custódio.
         No encontro das águas, onde o Rio Negro se junta ao Solimões, ilhas de pedra e argila aparecem pela primeira vez.




Menino brinca em parte do leito do Rio Negro que ficou sem água, perto de Manaus.


Imagem : http://www.portalms.com.br/noticias/detalhe.asp?cod=959593585
Noticia : http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1060703&tit=Rio-Negro-baixa-seis-centimetros-e-bate-recorde-diz-Servico-Geologico



                                                                                                                                João Magalhães